Por: Fátima Machado

Nos Bastidores da Educação: 'Teoria e prática, o que difere?' por Fátima Machado

16 Outubro 2017 09:13:00

Homenagem aos professores

Gostaria de salientar em primeiro lugar que dia dos professores são todos os dias trabalhados e que não se faz necessário uma data única para lembrar desses profissionais. Respeito ao ser humano, ao profissional e reconhecimento ao seu esforço físico, intelectual e financeiro é o suficiente para comemorar os seus dias. Lembrando aos demais profissionais, e isso não importa qual seja a área de atuação, que só completaram sua caminhada acadêmica com o auxílio de um professor. Isso nos mostra a importância desse profissional no mercado de trabalho, que por ter tamanha influência sobre os outros cursos deve estar muito bem preparado para formar e capacitar os futuros profissionais.

Qualquer um faz um curso de licenciatura ou pedagogia, mas poucos têm o dom de serem excelentes mestres, de levar a sério a sua profissão e fazer o diferencial na vida dos outros. Sendo assim, qual o papel do professor atualmente, ele ainda é importante? 

Mesmo com toda a tecnologia avançada nos dias de hoje e com o acesso rápido às informações, sem a mediação de um professor, um aluno não saberia, e há os que ainda nem saibam mexer; fazer bom uso dessas modernidades como: smartphones, tabletes, computadores, entre tantas tecnologias que foram inventadas para facilitar o dia a dia e trazer para as pessoas o conhecimento necessário e de forma rápida e correta. 

Nesse contexto, o professor deste século é um educador mais aliado às modernidades, à informação rápida, às múltiplas informações. Para tanto, esses professores devem estar em constante adaptação e formação de seus conhecimentos, se modernizando. 

Porém, o que não é levado em consideração em relação aos professores, principalmente os que buscam pela sua formação, é como ocorre de forma eficiente essa formação. Colocar simplesmente esse profissional dentro da sala de aula sem experiência é uma forma errônea de fazer educação. E o que fazer quando a teoria é o oposto da prática? Quando o profissional se depara com a falta de materiais didáticos, escolas precárias, sem acesso à informação, sem bibliotecas, sem sala de informática. Somente os resta a criatividade. 

Sim, extremamente criativos os profissionais dessa área de atuação possuem talento de sobra para se reinventar, todos os dias, todas as horas. Mesmo que sem o mínimo de apoio, concentram-se na profissão celibatária que escolheram para exercer. Recebem, quase sempre, muito pouco para a importância que possuem. 

Esses guerreiros atuam muitas vezes no papel de psicólogos, enfermeiros, educadores e pais, até porque as famílias de hoje não são as estruturadas como as de anteriormente pela tríade pai-mãe-filho(s). As concepções mudaram, as estruturas ganharam novas formas e a inclusão escolar chegou. Sim, ela chegou não de maneira organizada e correta, mas de uma maneira um tanto abrupta e irreal. Ela, a inclusão, é prevista em lei, mas na maioria das vezes o profissional não tem formação específica para aquele aluno, dificultando ainda mais a inclusão do mesmo. E exigindo do profissional um esforço além de sua formação acadêmica e o profissional o faz porque o seu aluno está em sala e precisa do seu conhecimento. Para que a dita inclusão seja feita e o aluno se sobressaia aprendendo que é o ponto principal. 

Por esse motivo, devemos concordar com Paulo Freire quando esse diz em seu livro Pedagogia da Autonomia: "Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática. Por isso é fundamental que na prática da formação docente, o aprendiz de educador assuma que o indispensável pensar certo não é presente dos deuses e nem se acha nos guias de professores que iluminados intelectuais escrevem desde o centro do poder, mas, pelo contrário, o pensar certo que supera o ingênuo tem que ser produzido pelo próprio aprendiz em comunhão com o professor formador."

Diante dessa máxima de Freire fica evidente que uma formação bem direcionada forma um profissional bem preparado para enfrentar todas essas dificuldades, que na verdade continuarão existindo. Pensar certo era o que Paulo Freire dizia aos futuros educadores. E como se pensa certo dentro de uma sala de aula com tantos conflitos? 

Quando todos entenderem que a família é o alicerce da sociedade, não deixando os valores se perderem, a educação tomará novos rumos. E é em nome do ensinar para a busca do conhecimento, do aprender que os profissionais da educação precisam cultivar a magia, a alegria, a beleza da profissão. Afinal, que educador não se sente realizado quando vê seu aluno progredindo, quando um aluno olha para o professor e diz que enfim conseguiu, que enfim aprendeu? 

Isso lhes dá uma satisfação muito grande, uma sensação de dever cumprido e com o aluno especial mais ainda. Nesse momento é possível explicar a catarse no coração, chama-se a isso de vocação. Mesmo com a imoralidade do salário, o desrespeito a educação e aos educadores. Esses mesmos educadores que continuam lecionando e permanecendo,cumprem da maneira mais digna o seu dever. 

Parabéns a todos os profissionais da área da educação pelo seu comprometimento e dedicação. Salientando que nós professores temos o dever se não a obrigação de tentar formarmos cidadãos mais críticos, éticos, pensantes e comprometidos com uma sociedade mais justa. 

Artigo publicado em homenagem ao dia dos professores.

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* Maria de Fatima Claudina Machado

Pós-gradua em saberes e práticas da educação infantil, séries iniciais e educação especial.

Pós-graduanda em Gestão e Tutoria








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