Por: Fátima Machado

Todos pela Educação, Todos pela Inclusão

11 Janeiro 2018 14:50:00

Uma vez que a carga de aprendizagem que os momentos vividos fornecem valerá para toda a vida que ainda resta para viver.

Aproveitando o gancho do Enem, reforço a questão da lei em seu artigo 1° parágrafo único, que afirma a inclusão social de pessoas com deficiência. Isso seria maravilhoso caso funcionasse de fato na prática. É lamentável não poder dar condições adequadas ao aluno com qualquer tipo de deficiência. Na rede regular de ensino é muito comum professores despreparados sem especialização para tal função, as salas de aulas na grande maioria das vezes não são adaptadas, dificultando o trabalho docente, mas isso não é desculpa para o comodismo.

Nós profissionais da educação temos o dever, se não a obrigação de formar e ajudar a nova geração. E as dificuldades enfrentadas não são desculpas para não fazer um bom trabalho, Quantas pessoas com deficiência superam suas limitações todos os dias, os surdos por exemplo, cito como exemplo, pois eles realmente mostram não só talento mas uma grande força de vontade de vencer seus medos, conquistar seu espaço no mercado de trabalho e ainda conseguir felicidade na vida amorosa.

É necessário rediscutir a escola o universo do surdo e suas características próprias, para poder assim aprofundar o debate acerca da inclusão e do respeito ás diferenças. Se faz necessário que, por meio da cognição, do afeto e da ação sobre o mundo, possamos construir novos rumos em direção da integração tanto do surdo. É nessa relação que deve-se estruturar novas representações sociais, representações que norteiam o sujeito, no sentido de uma aceitação da diferença, viabilizando assim a convivência generosa entre as pessoas, a despeito de quaisquer limitações, em todos os grupos sociais.

Inclusão sem condições, vira exclusão. Cito abaixo um belíssimo exemplo de persistência.

Armando Guimarães Nembri é surdo, Doutor em história das ciências e das Técnicas e Epistemologia- HCTE/UFRJ, Mestre em Avaliação em sistemas , Programa e Instituições pela Fundação CESGRANRIO. Mestre em Ciências Pedagógicas pela sociedade Propagadora das Belas Artes (SPBA) entre tantas outras especializações. Casado e tem uma filha adolescente, ambas mulher e filha "ouvintes". Este sujeito surdo ama a vida e tem percepção de que tudo o que é vivenciado vale a pena, uma vez que a carga de aprendizagem que os momentos vividos fornecem valerá para toda a vida que ainda resta para viver.








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