Indústria avalia o transporte marítimo para escoar produção

26 Novembro 2018 08:49:23

A cabotagem, que é a navegação entre portos marítimos de um mesmo país, é uma alternativa competitiva para o setor industrial que precisa escoar sua produção e reduzir o custo logístico. Por isso, empresas operadoras desses serviços participaram de reunião promovida pela Câmara de Assuntos de Transporte e Logística realizada na Fiesc, em Florianópolis, com empresas interessadas em ampliar o uso do transporte marítimo para escoar a produção. O presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, afirmou que é importante o setor produtivo e a sociedade catarinense conhecerem a cabotagem. "Precisamos discutir ações e demandas para aumentar a participação desse modal em Santa Catarina, fazer com que a cabotagem seja ampliada. Ela estará na nossa agenda de prioridades de transporte e logística, que vamos lançar no dia 12 de dezembro", adiantou. Ele destacou ainda a eficiência dos cinco portos catarinenses e a boa capacidade de carga. "Em 2017 tivemos uma corrente de comércio de U$S 21,1 bilhões e movimentou 42,6 milhões de toneladas de cargas. O caminhão é insubstituível, mas é complementar à cabotagem, que se torna competitiva para transportes superiores a 1,2 mil quilômetros. Um navio pode retirar de 2.500 a 4.000 caminhões das rodovias", frisou. Leonardo Graciano, da Log-In, afirmou que o Brasil tem 8 mil quilômetros de costa trafegável e 80% da população está em até 200 quilômetros da costa. "Portos de sul ao norte do estado, saídas regulares e semanais, com picos de trânsito relativamente bons, fazem de SC uma região abençoada em termos de cabotagem", avaliou.

O CAMINHO PELO MAR

Leonardo Silva, da Aliança Navegação e Logística, destacou que a saída para dar vazão à produção industrial é o mar. "Até setembro registramos 16% de aumento na cabotagem no Estado. Hoje temos 37 mil TEUs de capacidade de cabotagem e 11 navios operando. A Aliança está investindo no modal que tem muito a crescer ainda. Investimos em frota R$ 1,05 bi de 2013 a 2018. Temos operação em todos os portos brasileiros", informou. "A cabotagem tem que fazer parte da estrutura logística do país, é importante para a indústria e para o Brasil porque reduz o custo logístico e é uma alternativa competitiva para o setor", enfatizou Rodrigo Passos, da Mercosul Line. A empresa integra o grupo CMA CGM, que opera 489 navios no mundo e está presente em 160 países. Marcelo Campos, da Arcelor Mittal Vega, que tem 15 mil empregados e 29 unidades de negócio e produz bobinas laminadas e revestidas, contou que a proximidade com o porto de São Francisco do Sul foi fundamental para incentivar o uso da cabotagem. 95% da logística inbound da empresa é via cabotagem, no entanto, o escoamento da produção ainda é feito predominantemente pelo modal rodoviário (89%).









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