Desenvolvimento e turismo em SC (3)

03 Agosto 2018 09:17:29

No artigo anterior, fizemos um apanhado dos avanços sociais e econômicos que o Estado teve com o programa de "descentralização" implantado pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira a partir de 2003, e que completou seu ciclo por volta de 2015 - com a integração de todas as regiões. Porém, o próximo governador tem pela frente o desafio de trazer aos catarinenses um projeto de desenvolvimento sustentável para que SC dê um novo salto, como ocorreu nessas quase duas décadas.

Esse novo projeto tem que levar em conta, em primeiro lugar, o que não foi possível realizar em termos de infraestrutura ao longo de 15 anos, seja por falta de força política em Brasília, seja como consequência da recessão 2014/2017. O contencioso estrutural faz com que tenhamos enorme gargalos que podem comprometer boa parte do que foi feito. Por exemplo: de que adianta termos cinco portos eficientes e modernos, se não temos estradas para levar a produção até eles?

Assim, é prioridade de qualquer programa de governo a urgente união de esforços de toda a sociedade para a duplicação das BRs 470, 280 e 282. Também precisamos desenvolver o modal ferroviário, seja nos trilhos da já quase lendária Ferrovia do Frango, seja por um corredor que ligue nossos portos ao centro produtivo agroindustrial do Centro-Oeste do país. No mesmo diapasão, não podemos permitir atrasos na obra do novo Aeroporto de Florianópolis, fazer a Infraero colocar Correia Pinto, na Serra, em funcionamento, e investir em Joinville, Jaguaruna e Navegantes.

Quanto a Chapecó, o projeto é maior: o novo terminal a ser construído é na verdade um "hub", um centro de conexão nacional e internacional de passageiros/turistas e cargas num lugar estratégico como o Oeste.

Este "recall" da infraestrutura tem que ser realizado já com um novo projeto visionário para o Estado até 2040. Isso significa trocar o pneu com o carro andando. Porém, seja qual for o projeto, ele tem que contemplar dois setores que, na verdade, são interligados - o Turismo e a Economia do Mar. O primeiro - com todo o potencial e os milhões de turistas que recebemos todos os anos - já representa 12,5% do PIB de SC.

A chamada Economia do Mar congrega os segmentos de Recursos Oceânicos, Indústria Naval, Alimentos do Mar, além de Portos e Transporte Marítimo. Juntamente com outros 14 segmentos "portadores de futuro" no Estado, o Turismo e a Economia do Mar foram contemplados com um profundo trabalho de planejamento realizado sob a liderança da Fiesc - o Programa de Desenvolvimento Industrial Catarinense (PDIC 2022). É sobre esta base que se pode (e deve) construir um programa de futuro para Santa Catarina, tema do próximo e último artigo desta série.







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