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Presença feminina no processo eleitoral, por Julio Garcia

Uma sociedade mais justa e igualitária de verdade nasce necessariamente com a presença de mais mulheres.

Foto: Julio Garcia

Ainda não completou um século a presença das mulheres na política brasileira. E não somente como agentes políticos. Mas também como eleitoras. Se considerarmos que a inclusão das mulheres no universo de eleitores do país não foi de abrangência nacional e as primeiras iniciativas foram feitas por alguns estados no final da década de 1920, ainda não podemos comemorar este centenário. 

Com mulheres em cargo eletivo, essa história é ainda mais recente, já que nossa primeira deputada federal eleita foi Carlota Pereira de Queirós, pelo estado de São Paulo, em 1934. Somente um ano antes da nossa pioneira Antonieta de Barros, que assumiu como deputada estadual na Assembleia Legislativa de Santa Catarina em 1935.

No Senado, no Governo Estadual e na Presidência da República, inauguramos somente há 40 anos a presença feminina. Conquistas obtidas de forma silenciosa, pelo esforço pessoal e não sem causar surpresa. Mas elas foram quebrando as barreiras da diferença para ampliar e consolidar a presença na sociedade. Cumpriram um bravo e necessário papel. Felizmente, hoje as diferenças entre homens e mulheres estão cada vez menores. Já não nos causa mais surpresa ver uma mulher comandando grandes equipamentos industriais, dirigindo gigantescas equipes técnicas dos mais variados setores e, claro, marcando presença e fazendo a diferença em todos os Poderes.

Santa Catarina cabe perfeitamente neste cenário. Empresárias, profissionais liberais, vereadoras, prefeitas e deputadas estaduais e federais, promotoras, juízas e desembargadoras, nos oferecem diariamente exemplos de competência e de participação. Precisamos avançar mais! Uma sociedade mais justa e igualitária de verdade nasce necessariamente com a presença de mais mulheres.

Na atividade política o momento é emblemático. A lei eleitoral faz cada vez mais imprescindível a presença da mulher. Mais que isso, torna obrigatória, penalizando os partidos que não a cumprirem. Apesar desta imposição, não é isso que deve ser levado em conta. Precisamos é da presença voluntária das mulheres. Das lideranças femininas espalhadas em todas as regiões catarinenses que podem contribuir muito com nosso estado. Da grande capacidade de articulação, de organização e planejamento. Fica então, mais que um apelo, uma convocação às mulheres. Santa Catarina e o Brasil precisam de vocês na política. Escolha seu partido e vamos em frente.

Julio Garcia, deputado estadual pelo PSD e presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc)







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