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EM DEFESA DA EDUCAÇÃO: Entre utopias e distopias

Da escola infantil à universidade, o professor tem por função primordial educar para a construção do conhecimento crítico-reflexivo voltado ao mundo prático.

Educar o ser humano é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

A observância do acesso ao ensino, em seus níveis diversos, configurando um marco estruturante para a formação do Ser em sua plenitude existencial.

Da escola infantil à universidade, o professor tem por função primordial educar para a construção do conhecimento crítico-reflexivo voltado ao mundo prático.

A utopia constitucional, consistente na redução das desigualdades e na promoção do bem comum, encontra resistência em certas narrativas distópicas centradas no hedonismo e no culto do individualismo egocêntrico.

Contribui para esse imaginário a (des) construção do papel do professor, mediante "armadilhas" da linguagem e o enviesamento ideológico que desconsidera a liberdade de expressão e de manifestação do pensamento.

Distopias literárias, como 1984, de Orwell, o Admirável Mundo Novo, de Huxley, e Fahrenheit 451, de Bradbury, têm encontrado ressonância no ambiente escolar, jogando professores para a invisibilidade em função dos discursos de medo e de ódio.

Filmar os docentes em sala de aula, sem o prévio consentimento, viola direitos autorais e de personalidade, ensejando a posterior responsabilização por danos morais.

É importante ressaltar que a sala de aula é um lugar mágico (Warat), onde o pluralismo de ideias e a construção coletiva de conhecimento são bússolas na caminhada rumo à educação de qualidade.

A título de exemplo, vale ressaltar que os professores das Faculdades de Direito, no espaço europeu, em face do elevado prestígio junto à sociedade, são frequentemente guindados aos Tribunais Constitucionais e ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Em suma: os profissionais da educação, em todas as áreas do conhecimento, merecem o devido respeito e consideração pela comunidade escolar, pelo Poder Público e pela sociedade brasileira. Eventuais excessos ou omissões devem ser apurados, nos termos da lei, sem generalizações "ad terrorem" que violam as expectativas legítimas dos cidadãos no Estado de Direito.




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