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Saúde mental infantil: prevenir para não remediar!

Milhares de crianças, no Brasil, sofrem com problemas de adaptação ao ambiente escolar normalmente, mas esse problema se intensificou devido à pandemia.. Colaboração: Cintia Apª Pereira dos Santos - Jerto Cardoso da Silva - Morgada Rodrigues Vieira

Foto: Cintia Apª Pereira dos Santos

A pandemia mudou a maneira como vivemos em sociedade, e essa alteração tem causado transtornos a todos, inclusive às crianças.

A criança, desde o nascimento, passa por um processo de adaptação. Processo este que é mediado por muitos, em especial pelos pais ou responsáveis e educadores.

Milhares de crianças, no Brasil, sofrem com problemas de adaptação ao ambiente escolar normalmente, mas esse problema se intensificou devido à pandemia. O sistema educacional teve que se reinventar, pois não estava preparado para lidar com essa nova realidade: mudanças bruscas na rotina, uso de tecnologia, ensino virtual, que representam um desafio aos pais, educadores e à criança.

Para evitar transtornos maiores, refletir sobre a adaptação infantil passa a ser prioridade e deve ser trabalhado de forma conjunta pela família e por equipe de educadores, devido a quantidade de fatores que podem intervir nesta nova realidade.

Muitas crianças podem sofrer ou apresentar episódios de ansiedade, de depressão, de angustia, de medo entre outros, porque não receberam o suporte necessário durante este período.

No entanto, não estávamos preparados para prover as condições necessárias para o ensino virtual, seja em questões de espaço, acesso tecnológico (computador e internet), conhecimento técnico e suporte emocional. Estamos todos aprendendo: educadores no aprendizado e preparação de material adequado e de apoio às aulas virtuais. Os pais e responsáveis tentando lidar com as demandas desses tempos conturbados.

Dessa maneira, o sistema educacional tenta trabalhar com todas as partes envolvidas fora de sua zona de conforto, mas as crianças representam a parte mais sensível neste processo e consequentemente sofrem mais.

Considerando a infância, imagine a dificuldade de uma criança perante uma aula virtual, assistida no telefone com internet intermitente e necessitando de contato, da presença do outro.

Essa realidade, seja na escola ou na família, exige de todos um esforço e pode causar desconforto, inquietação e dificuldades de adaptação diante do que é ainda um espaço novo. Principalmente, exige das crianças diferentes processos de adaptação, ao passo que recebe influências de todos ao seu redor e de suas angústias.

Jerto Cardoso da Silva /

Portanto, algumas orientações são importantes para esse momento: respeitar o processo de cada criança e perceber essas dificuldades de adaptação como um evento esperado e ajustar a rotina da casa que possibilita maior conforto e condições técnicas e emocionais ao ambiente virtual, por isso, precisamos estar perto e estimular, acompanhar e aos poucos dar autonomia.

É importante dar o suporte, dentro de suas condições e respeitando o ritmo da criança.

Confiar e auxiliar a instituição que escolheu para seu filho e nos profissionais que nela trabalham, contribuir e construir junto.

Morgada Rodrigues Vieira/

Estar atento à saúde mental da criança, ela precisa receber afeto, ser escutada, ter atenção e segurança emocional. Conversar com elas, buscando entender seus medos, suas expectativas e suas ansiedades.

Ou seja, entendendo a realidade da criança durante este processo, possibilitando o crescimento saudável com afeto, amor, confiança e autonomia.

Nos ajude a compreender melhor esse momento, participe do projeto de pesquisa de do Mestrado Profissional em Psicologia da Unisc: "Adaptação infantil escolar" auxiliando na identificação dos fatores deste processo.

Participe da pesquisa:

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