Apicultura

Por meio do Meliponário, alunos do Colégio Unesc aprendem sobre importância das abelhas

A Abelha Não Faz Mal, Faz Mel depois surgiu a proposta do Meliponário para que as turmas pudessem cultivar e cuidar

Marciano Bortolin
Foto: Marciano BortolinqAgecom/Unesc

A chegada de várias abelhas ao pátio do Colégio Unesc despertou a curiosidade dos alunos e, mais que isso, deu origem a um projeto na Instituição: a criação do Meliponário Abelhinha Mel. Inaugurado na última quinta-feira (04/08), ele é uma parceria entre o Colégio e o Museu de Zoologia.

Os meliponários são abrigos de espécies de abelhas sem ferrão. Para iniciar o projeto o Colégio Unesc ganhou duas caixas com as raças Jataí e Mandaçaia, que serão cuidadas pelos próprios alunos sob supervisão dos professores e especialistas no assunto. "O projeto surgiu da vivência das crianças a partir do momento que as abelhas entraram no nosso colégio. As professoras dos segundos anos tiveram a ideia de fazer o projeto 'A Abelha Não Faz Mal, Faz Mel'. Depois surgiu a proposta do Meliponário para que as turmas pudessem cultivar e cuidar", comenta a coordenadora dos Anos Iniciais, Patrícia Cardoso.

Ampliando o conhecimento

Para conhecerem mais sobre as abelhas sem ferrão, os estudantes receberam informações da professora da Unesc, especialista em abelhas, Birgit Harter Marques. "Estou realizando um sonho. Iniciamos o projeto com duas espécies sem ferrão, ou seja, que não picam. A minha paixão sempre foi a abelha sem ferrão, que precisa de cuidados, por isso precisamos trabalhar juntos e eu vou ajudar e colaborar com os alunos para elas se manterem por anos", diz. Ainda conforme Birgit, a intenção é ampliar o espaço. "A nossa ideia é que o espaço tenha várias caixas, que todos possam retirar o mel", revela.

O Meliponário foi instalado ao lado do ginásio da instituição e conta com o apoio de professores, funcionários e alunos dos segundos e oitavos anos do Ensino Fundamental. Os estudantes irão alinhar o que aprendem em sala de aula com a prática, possibilitando ainda o cultivo e recolhimento de mel. "É um momento muito importante. Conversamos sobre as abelhas sem ferrão, ouvimos a história da Abelha Mel e a professora Birgit que falou sobre o tema aos nossos alunos. A partir da curiosidade devido às abelhas que 'invadiram' o colégio, nós fomos em busca e, por meio da união de conhecimentos que a Universidade nos proporciona, tendo aqui o Ensino, a Pesquisa e a Extensão, criamos o Meliponário", ressalta a diretora do Colégio Unesc, Gisele dos Passos Vieira.

Inspiração

A Abelhinha Mel, citada pela diretora e que dá nome ao Meliponário, é uma personagem criada pela coordenadora do Museu de Zoologia, Morgana Cirimbelli Gaidzinski, parceira na criação do Meliponário.

A história do livro 'Mel, Uma Doçura de Abelha' leva às crianças a conscientização com relação à importância das abelhas para o meio ambiente. "Fico feliz em poder participar de diversas formas e a primeira foi o nome da abelha ser homenageada neste projeto. A abelha teve uma história escrita por conta do desaparecimento na natureza. Este projeto do Meliponário vem para ajudar a salvar estas abelhas que estão ameaçadas. É um projeto maravilhoso porque, além do campus da Universidade, vai voar muito mais longe para salvaguardar colmeias que estão desaparecendo da nossa natureza", fala Morgana.

A partir de agora os alunos de outras instituições da região que visitam diariamente o Museu de Zoologia da Unesc também poderão ir ao Meliponário do Colégio Unesc para também aprender sobre as abelhas.




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